O site anterior organizava bem o conteúdo, mas era plano: hero simples, imagem direta, cartões limpos. O instituto trouxe duas telas de referência, Sociedade Civil e Pessoas Físicas, criadas por ele mesmo num nível de acabamento bem acima.
Em vez de tratá-las como duas páginas a copiar, li as duas como um sistema e catalogei o que se repetia: fotografias em duotone, cartões flutuando sobre o hero, formas circulares sobrepostas em traço e preenchimento, textura de papel, rótulos em pílula, ícones próprios em cada cartão, blocos de números em destaque e arcos decorativos. Onze tipos de elemento gráfico, uma tipografia dupla (serifa editorial com sans) e uma paleta curta de azuis e teal.
Isso mudou a natureza do trabalho. A parte mais cara, inventar uma linguagem visual, já estava feita. Faltava extrair as regras e aplicá-las às outras nove páginas sem que o resultado virasse carimbo. Por isso o caminho foi desenhar uma página inteira primeiro, a Faça parte, para fixar as regras, e só depois propagá-las.